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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Eutanásia

O QUE O ESPIRITISMO DIZ A RESPEITO DA EUTANÁSIA
O espiritismo tem opinião clara quanto à eutanásia. Vejamos o que nos esclarece o "Evangelho Segundo o Espiritismo": 28. Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim?
"Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?
Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.
O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro." - S. Luís. (Paris, 1860.) Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V
Como vimos, é extremamente importante respeitar a vontade divina; É importante termos consciência de que a ciência não tem domínio absoluto sobre as previsões de recuperação ou não do doente. Além disso, todo o processo ao qual passamos durante o desenlace é fundamental e, às vezes, o último minuto é o que precisamos para despertarmos nossa consciência, momento esse que não existiria, no caso do abreviamento do momento do desencarne, ficando privados da oportunidade de entrar em uma condição melhor no plano espiritual.
Vejamos a explicação dos espíritos a respeito da decisão de abreviarmos nossa própria existência em situações de sofrimento, dada pelo "Evangelho Segundo o espiritismo" e o "Livro dos Espíritos":

29. Aquele que se acha desgostoso da vida mas que não quer extingui-la por suas próprias mãos, será culpado se procurar a morte num campo de batalha, com o propósito de tornar útil sua morte? 
"Que o homem se mate ele próprio, ou faça que outrem o mate, seu propósito é sempre cortar o fio da existência: há, por conseguinte, suicídio intencional, se não de fato. É ilusória a idéia de que sua morte servirá para alguma coisa; isso não passa de pretexto para colorir o ato e escusá-lo aos seus próprios olhos. Se ele desejasse seriamente servir ao seu país, cuidaria de viver para defendê-lo; não procuraria morrer, pois que, morto, de nada mais lhe serviria. O verdadeiro devotamento consiste em não temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de antemão e sem pesar, o sacrifício da vida, se for necessário. Mas, buscar a morte com premeditada intenção, expondo-se a um perigo, ainda que para prestar serviço, anula o mérito da ação." - S. Luís. (Paris, 1860) 
Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V


953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?
"É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?"


a) - Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes. 
"É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador."


b) - Quais, nesse caso, as conseqüências de tal ato? 
"Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias." 
Livro dos Espíritos, pergunta número 953

André Luiz, no livro "Obreiros da vida eterna" nos fornece um importante relato do que ocorre realmente com o corpo físico e espiritual em casos em que o momento da morte é abreviado propositadamente através de químicos:
"- Beneficiemos o moribundo, por sua vez, empregando medidas drásticas. O doutor pretende impor-lhe fatal analgésico. [instrutor Jerônimo]
Atendendo-lhe a ordem, segurei a fronte do agonizante, ao passo que ele lhe aplicava passes longitudinais, preparando o desenlace. Mas o teimoso amigo continuava reagindo.
- Não - exclamava, mentalmente -, não posso morrer! tenho medo! tenho medo!
O clínico, todavia, não se demorou muito, e como o enfermo lutava, desesperado, em oposição ao nosso auxílio, não nos foi possível aplicar-lhe golpe extremo. Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o médico ministrou a chamada "injeção compassiva", ante o gesto de profunda desaprovação do meu orientador.
Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiriçaram-se-lhes os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a máscara facial. Fizeram-se vítreos os olhos móveis.
Cavalcante [recém-desencarnado em questão], para o espectador comum, estava morto. Não para nós, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsciência e incapaz de qualquer reação.
Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:
- A carga fulminante da medicação de descanso, por atuar diretamente em todo o sistema nervoso, interessa os centros do organismo perispiritual. Cavalcante permanece, agora, colado a trilhões de células neutralizadas, dormentes, invadido, ele mesmo, de estranho torpor que o impossibilita de dar qualquer resposta ao nosso esforço. Provavelmente, só poderemos libertá-lo depois de decorridas mais de doze horas.
E, conforme a primeira suposição de Jerônimo, somente nos foi possível a libertação do recém-desencarnado quando já haviam transcorrido vinte horas, após serviço muito laborioso para nós. Ainda assim, Cavalcante não se retirou em condições favoráveis e animadoras. Apático, sonolento, desmemoriado, foi por nós conduzido ao asilo de Fabiano, demonstrando necessitar maiores cuidados." Obreiros da vida eterna, André Luiz, capítulo Desprendimento difícil, páginas 360 a 362
Vemos relatado o momento difícil que Cavalcante passa, pela ignorância e desespero na hora da morte, não permitindo que os mentores espirituais atuassem em seu benefício fazendo o desenlace do corpo físico do corpo carnal e pela decisão do médico em "poupar-lhe do sofrimento", aplicando-lhe anestésico que não só não ajudou no momento derradeiro como dificultou ainda mais a condição de Cavalcante, fazendo com que ele, apesar do trabalho árduo dos espíritos protetores, chegasse em situação difícil à pátria espiritual.
Para o materialista a eutanásia ou o suicídio, consiste em diminuir o sofrimento do moribundo ou de si mesmo. No entanto, o espiritismo nos permite uma visão mais ampla da morte, fazendo-nos entender que a consciência não se encerra no momento da falência do corpo físico.
Vejamos um trecho das reflexões de Allan Kardec sobre o suicídio, na pergunta de número 957 do Livro dos Espíritos

"Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?" 
"A religião, a moral, todas as filosofias condenam o suicídio como contrário às leis da Natureza. Todas nos dizem, em princípio, que ninguém tem o direito de abreviar voluntariamente a vida. Entretanto, por que não se tem esse direito? Por que não é livre o homem de por termo aos seus sofrimentos? Ao Espiritismo estava reservado demonstrar, pelo exemplo dos que sucumbiram, que o suicídio não é uma falta, somente por constituir infração de uma lei moral, consideração de pouco peso para certos indivíduos, mas também um ato estúpido, pois que nada ganha quem o pratica, antes o contrário é o que se dá, como no-lo ensinam, não a teoria, porém os fatos que ele nos põe sob as vistas."

O espiritismo nos descortina o plano espiritual, nos mostrando que devemos suportar com resignação e coragem os momentos difíceis que nós e nossa família e amigos passamos, nos lembrando sempre das palavras do Mestre: "Meu Pai, que seja feita a Vossa vontade, e não a minha."
Fonte:http://www.orientacaoespirita.org/vida_eutanasia_03.htm

A visão Espírita da cremação

Maria Aparecida Romano
O espírito desencarnado sofre quando seu corpo é queimado? Quais são os motivos que estão levando um número cada vez maior de pessoas a optar pela cremação? O que o Espiritismo aconselha?
Quando se estuda o comportamento da Humanidade ao longo dos milênios, observa-se a nítida preocupação do homem com seu futuro após a morte. Um indivíduo é declarado oficialmente morto no momento que cessam suas funções vitais. Como cada grupo recebe a herança social e religiosa das tradições cultivadas pelas gerações anteriores, cabe aos membros do grupo que o indivíduo pertence cumprir os ritos tradicionais até a instalação definitiva do corpo em sua morada.

INUMAÇÃO E CREMAÇÃO

A Inumação é o ritual mais praticado. Consiste no sepultamento do cadáver em campas, geralmente no cemitério da comunidade. Cremação, ato de queimar o cadáver reduzindo-o à cinzas colocadas em urnas e em seguidas sepultadas ou esparzidas em local previamente determinada. Embora conhecida e praticada desde a mais remota antiguidade pelos povos primitivos da Terra não é muito utilizada.
O fogo passou a ser utilizado pelo homem na Idade da Pedra Lascada e, pela sua pureza e atividade, era considerado pelos Antigos como o mais nobre dos elementos, aquele que mais se aproximava da Divindade. Com a eclosão da religiosidade, o ser humano foi descobrindo que havia algo entre o Céu e a Terra e o fogo passou a ser utilizado em rituais religiosos.
Predominava a crença que ao queimar o cadáver, com ele seriam queimados todos os seus defeitos e ao mesmo tempo a alma se libertaria definitivamente do corpo, chegando ao céu purificada e não retornaria à Terra em forma de "aparições" assustando os vivos.
A cremação teve como base a força purificadora do fogo. Nos últimos tempos, em todo o continente europeu tem sido encontradas vasilhas do Período Neolítico (Idade da Pedra Polida) cheias de cinzas do indivíduos. Esses indícios revelam que a cremação já era praticada nos primórdios da Civilização Terrena.
Com o decorrer dos séculos a cremação foi se tornando prática consagrada no oriente (Índia, Japão, etc), regiões da Grécia e Antiga Rosa onde viviam civilizações adiantadas que utilizavam o processo graças ao "status". Entre os povos ibéricos tornou-se um rito generalizado, precedido de músicas, bailes e até banquetes. Com estas cerimônias esperava-se obter atitudes benévolas dos deuses, visando conduzir as almas ao Reino dos Mortos e lá chegando seria recebida e cuidada com carinho.

A INFLUÊNCIA DO CRISTIANISMO

A evolução natural da Humanidade e o ciclo iniciado com Jesus há 2000 anos modelando uma nova mentalidade, influenciavam sensivelmente nos costumes culturais e religiosos dos povos. Com a expansão do cristianismo, na tentativa de se solidificar a fé, foram se estabelecendo dogmas, entre eles, o da Ressurreição. Jesus, como descendente de uma das doze tribos de Judá, foi sepultado conforme as tradições da Lei Mosaica. A Igreja proclamou como Dogma de fé que o Messias ressuscitou de corpo e alma.
Com exceção dos países orientais onde a prática é normal, o rito da cremação ficou esquecido até o ano de 1876, quando em Washington, nos Estados Unidos, na tentativa de revificar o processo, foi estabelecido o primeiro forno crematório dos dias atuais, provocando polêmicas e controvérsias, sobretudo da Igreja que se posicionou contra a destruição voluntária do cadáver.
Só a partir de 1963, mediante a propagação do processo em diversos países do planeta, o Vaticano através do Papa Paulo VI apresentou uma abertura, mas não se posicionando claramente quando se expressou que não proibia a cremação, mas recomendava aos cristãos o piedoso e tradicional costume do sepultamento. A Igreja teve suas razões para defender a Inumação. Aprovar plenamente a cremação seria negar o dogma por ela estabelecido.
Nessa seqüência histórica observa-se que na cultura religiosa de todos os povos sempre pairou uma nebulosa noção de espiritualidade e nela a preocupação do homem com seu destino após a morte. Até que nos meados do século XIX, o francês Allan Kardec, codificador da doutrina espírita, lançou uma nova luz nos horizontes mentais do homem quando entreviu um mundo de inteligências incorpóreas.
Os espíritos são os seres inteligentes da Criação que habitam esse mundo. Simples e ignorantes no seu ponto de partida, caminham para o progresso indefinido reencarnando sucessivamente. Na encarnação, a ligação entre o perispírito e o corpo é feita através de um cordão fluídico. Sendo a existência terrena uma fase temporária, após o cumprimento da missão moral, com a morte do corpo físico o espírito retorna ao seu lado de origem conservando a individualidade.

O DESLIGAMENTO NÃO É SÚBITO

Os laços que unem o espírito ao corpo se desfazem lentamente. De uma forma geral todos sentem essa transição que se converte num período de perturbações variando de acordo com o estágio evolutivo de cada um. Para alguns se apresenta como um bálsamo de libertação, enquanto que para outros são momentos de terríveis convulsões. O desligamento só ocorre quando o laço fluídico se rompe definitivamente.
Diante da Nova Revelação apresentada pela doutrina dos espíritos e levando-se em consideração a perturbação que envolve o período de transição, questionou-se: cremando o corpo como fica a situação do espírito? Consultado, o mundo espiritual assim se expressou: "É um processo legítimo. Como espírito e corpo físico estiveram ligados muito tempo, permanecem elos de sensibilidade que precisam ser respeitados". Essas palavras revelam que embora o corpo morto não transmita nenhuma sensação física ao espírito, porém, a impressão do acontecido é percebida por este, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Recomenda-se aos adeptos da doutrina espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo de 72 horas após o desenlace.
Embora a Inumação continue sendo o processo mais utilizado, a milenar cremação, por muito tempo esquecida, voltou a ser praticada nos tempos modernos. Este procedimento vem se difundindo amplamente até em função da falta de espaço nas grandes cidades. Com o crescimento da população as áreas que outrora seriam destinadas a cemitérios tornaram escassas.

CREMAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ECONOMIA

Adeptos de todas as seitas estão optando pela operação crematória. Seus partidários fundam-se em diversas considerações. Para alguns está ligada a fatores sanitários, sendo que alguns cemitérios podem estar causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, enquanto que para muitos usuários do crematório o processo diminui os encargos básicos econômicos, entre eles, a manutenção da tumba.
Atualmente, o Brasil conta com quatro áreas crematórias e está em fase de expansão. A área da Vila Alpina, na cidade de São Paulo, foi fundada em 1974. É a primeira área crematória do país e conta com quatro fornos importados da Inglaterra. Pertence à Prefeitura Municipal e leva o nome do seu idealizador, dr. Jayme Augusto Lopes. As outras três áreas são particulares e estão localizadas na cidade de Santos, no Estado do Rio de Janeiro e no Estado do Rio Grande do Sul.
Segundo a Lei, a cremação só será efetuada após o decurso de 24 horas, contadas a partir do falecimento e, desde que sejam atendidas as exigências prescritas. A prova relativa à manifestação do falecido em ser cremado deve estar consistente de Declaração de documento público ou particular.
As cinzas resultantes da cremação do corpo serão recolhidas em urna individual e a família dará o destino que o falecido determinou. Muitos países já contam com Jardins Memoriais e edifícios chamados "Columbários", com gavetas para serem depositadas as urnas com as cinzas dos falecidos podendo ser visitadas por parentes.
Kardec, o codificador disse: "O homem não tem medo da morte mas da transição".
À medida que houver amadurecimento e compreensão para a extensão da vida, o ser humano saberá valorizar cada momento da vida terrena e devotará ao corpo o devido valor que ele merece. Através do corpo, o espírito se ilumina. Resgata-se o passado, vive-se o presente e prepara-se o futuro. No desencarne é restituída a liberdade relativa ao espírito enquanto o corpo permanece na Terra com outros bens materiais.
O espírito preexiste e sobrevive ao corpo. Tanto inumação como cremação são formas de acomodar o cadáver. Expressam o livre arbítrio de cada um. Os dois processos destroem o corpo. Para se optar pela cremação é necessário haver um certo desapego aos laços materiais e mesmo com a inumação, caso o espírito não estiver devidamente preparado, poderá sofrer os horrores da decomposição. Quanto mais o espírito estiver preparado moralmente, menos dolorosa será a separação.
(Revista Cristã de Espiritismo - Nº 06 - Ano 01)
Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/artigos/diversos/desencarne/a-visao-cremacao.html

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Entrevista sobre o Livro Espiritismo Fácil


1.       De que forma o “Espiritismo Fácil” pode auxiliar iniciantes no estudo da Doutrina Espírita e pesquisadores?
 Ao iniciante, o livro fornece um panorama dos principais pontos da doutrina. Tudo com textos curtos, perguntas diretas e respostas simples. Com o uso de cores e infográficos, facilita a compreensão dos assuntos.
Aos pesquisadores, colocamos algumas laminas interessantes que podem auxiliar, como o Mapa geográfico espírita e a linha de tempo histórica, isto serve como ponto de apoio para um melhor entendimento.
 2.       Qual a sua motivação para criar este livro que tem tudo para ser um manual  de estudos?
Ele foi focado como laminas para auxiliar aos meus filhos adolescentes. Eles não tinham nada para facilitar sua aprendizagemespírita. Então decidi criar laminas para que possam melhor entender a doutrina, e essas laminas geraram este livro.
O objetivo não seria um manual de estudo, e sim um convite para estudar.
 3.       Como as Casas Espíritas podem utilizar essa fonte de pesquisa em conjunto com as obras básicas?
Podem usar para o visitante que chega pela primeira vez, para seus filhos adolescentes, ou para a própria casa, pois os infográficos podem dar uma rápida noção de alguns temas.
 4.       De que maneira explicar as marcas do Espiritismo passando de Moisés, Jesus e chegando até Allan Kardec?
O Espiritismo é a terceira revelação de Deus para Ocidente. Ele é a continuidade da revelação, tendo uma característica, é uma revelação progressiva. Na medida em que a humanidade vai adiantando moral e intelectualmente, os Espíritos nos oferecem novas informações do mundo espiritual.
Assim como Jesus veio a cumprir a lei mosaica, o Espiritismo, veio a cumpri a Lei de Amor do Cristo, com a razão do lado, tornando-se uma fé raciocinada. Isto da uma força indestrutível a luz dos avanços dos nossos dias.
5.       Em sua opinião, o estudo dos fenômenos de Hydesville ainda são importantes para quem procura conhecer a Doutrina Espírita?
Sem dúvida, pois começa de um fato. E como fato, tem que ter explicação. A doutrina parte da observação de Allan Kardec de fatos, e desses estudos e pesquisas, surge a filosofia, como consequência das mensagens do além. Quer dizer, que não é uma filosofia criada por um homem, para depois tentar buscar fatos que comprovem. Ela é exatamente ao contrário. Primeiro o fato, logo a mensagem. Para finalizar numa transformação interior, numa proposta de auto iluminação do ser humano, com a vivencia do Evangelho do Cristo Jesus.

6.       Qual o papel de Chico Xavier dentro para o Espiritismo no Brasil e no Mundo?
Chico Xavier é um marco para o Espiritismo. Não só o potencial mediúnico dele, mas acima de tudo, o ser humano. O homem humilde e simples, dedicado e disciplinado. O mediunato que Chico alcançou serve de exemplo para milhares de médiuns no mundo.
Num curso que ditava, um companheiro me perguntou: Porque não existe mais Chico Xavier? um para cada país.
Temos a “sorte” de já ter um Espírito assim, na Terra. A maior antena paranormal esteve no Brasil, e acredito que só as futuras gerações poderão apreciar melhor este mensageiro que Deus nos ofereceu.
7.       Qual a importância do estudo dos chamados “centros de força”?
Os Centros de força ou “chakras” como são conhecidos, servem como complemento ao entendimento de diversas funções do períspirito.
Ao saber suas funções, podemos ter melhor condições para aplicar Passes ou compreender algumas informações que os Espíritos nos contam do mundo espiritual.
As revelações são constantes, ainda há muito a aprender.
8.       Nos dias atuais, a influência de espíritos desencarnados sobre nós encarnados se torna um fator maior de atenção?
Sempre influenciaram. E como somos todos “médiuns” em menor ou maior grau, esta influência é normal.
Hoje, da impressão de existir um numero maior de pessoas sensíveis a perceber o mundo espiritual mais claramente. Vejo muitas crianças com visões, outras sentem, outros ouvem. Parece que em algum momento será um sexto sentido apurado.
Os tempos estão mudando, e a nova humanidade que vem, terá outras vantagens, como comunicação com aparelhos eletrônicos, ou até com aplicativos.
Esse dia chegara, os espíritos falando por whatsapp, ou preenchendo redes sociais, sem duvida asinfluênciasserão muito maiores.
9.       Até que ponto um espírito desencarnado pode interferir em nossos pensamentos e serem responsáveis por nossas atitudes?
Em muito, e são eles quem nos dirigem constantemente. Somos bonecos por sermos fracos de decisões, e por não dominar nossa mente. Mas tem também influências muito positivas. É como viver em um mar de pensamentos, assim como hoje temos redes wifi, gps, telefonia, 3g, 4g, etc. Assim também nos vivemos no meio de ondas psíquicas. A responsabilidade é nossa, mas em casos de uma perturbação constante e crua, parte das consequências, será compartilhada com o desencarnado.
Assim podemos pensar que quem hoje é perturbado, pode ter gerado perturbação quando estava desencarnado, e por isso diante da lei, se faz merecedor de passar por essa provação. A lei é educativa e justa, e tende sempre a harmonizar.

10.   Em sua opinião pode a Doutrina Espírita ser considerada uma Ciência, Filosofia e Religião?
Em minha opinião é uma ferramenta, para usar cada  um e se melhorar. Não se trata de uma bandeira, para enfrentamento ou  para disputa de opinião.
E sim como o meio eficaz de responder aduvida da fé com o intelecto. É a ferramenta que ilumina consciências e consola corações.Ainda mais, penso que isto de falar de religiões, filosofias, é uma coisa temporal. Em outros mundos  mais avançados, acredito que tudo tenha sido superado. Não existam filosofias, nem religiões, pois a verdade é uma só.
Logo, em mundos maiores, talvez nem usem a palavra Espiritismo, pois é sóa revelação da Lei espiritual e pronta.
Mais ainda, humanidades do futuro, verão nosso atraso, nos vendo como loucos, por querer cada um dizer que estava com a verdade.
11.   De que maneira pode o Evangelho Segundo o Espiritismo modificar as nossas vidas?
Muito, ele é a explicação das máximas do Cristo, pelos espíritos superiores.
O Evangelho segundo o Espiritismo, esta fazendo 150 anos desde sua publicação, e é o livro que melhor trata da parte moral dos ensinos do Cristo, deixando de lado todo que for milagres, passagens complicadas, históricas ou polemicas.
Ele trata somente a parte moral HUMILDADE e CARIDADE.
Enquanto vejo por todo lado, filmes, documentários, programas de TV, que falam do Jesus milagreiro, do Jesus vingador, do Jesus sobrenatural, ou do Jesus humano, o Evangelho Segundo o Espiritismo, fala do ensino mesmo do Cristo. E destaca ser o único que interessa.
Os demais é apenas ficção para quem goste, mas a utilidade esta na sua proposta, erradicar o Orgulho e o Egoísmo.
12.   Como ajudar nossos jovens a conhecerem o Espiritismo?
Oferecendo ele como ele é. Eu conheci a doutrina um pouco tarde, com 16 a 17 anos, e percebi que tinha muitos jovens como eu, com sede de conhecimento e capacidade para entender.
O problema é que há uma grande carência de material simples e direto.
O jovem tem que ter espaço na casa espírita. Tem que orar, tem que participar, ganhar responsabilidade.
Vejo em muitas escolas religiosas centenas de jovens, e nas casas espiritas muito poucos. Isso tem que mudar. Dirigentes tem que repensar tudo. A casa espírita é o ressurgimento das casas do caminho, são os pontos de luz do cristo no planeta, são núcleos de alegria intima. Sócrates falava com os jovens, com eles tinha espaço. Acho que temos que repensar.
13.   O que é o Espiritismo Fácil?
É uma carta para os jovens, vejam como é belo o Espiritismo. Vejam como é fácil entende-lo. Vejam como é bom conhece-lo em poucos minutos.
14. Quem é Luís Hu Rivas e qual sua trajetória dentro do Espiritismo?
Um espirito muito imperfeito, que se adiantou a reencarnar cedo. Na minha época tive que aprender a mexer com joystick de umbotão. Hoje sofro com tantos comandos. Na minha época de jovem não existiam filmes espiritas, hoje podemos até escolher.
O fato de ter nascido em outro país, e vivido até os 23 anos no Peru, onde é muito carente de conhecimento espírita e ser designer gráfico, me faz sentir a necessidade de divulgar o Espiritismo para chegar a lugares distantes do planeta. O Espiritismo tem que ser de domínio público.
Sonho com o dia que as Ideias espíritas, estejam nas escolas, como curso de ensino espiritual, não vistas como uma religião, e sim como aprendizagem de vidas.
Talvez seja muito sonhador, mas sei que este mundo como esta agora, está apenas em transição a uma melhor situação.
O planeta e a nova humanidade vão eliminar da Terra os absurdos que hoje vemos. Sonho com isso, com um amanhã melhor, com respeito aos seres vivos e ao planeta. Com um mundo regenerado, com respeito a todos os seres humanos começando pelos os animais, com uma alimentação sem mortes, com roupas sem peles,medicamentos sem sacrifícios, esporte sem dores, e prazeres sem explorações, por um principio simples de misericórdia, para logo evoluir ao amor. Assim, penso um mundo melhor onde não existam mais religiões, apenas o sentimento religioso fale. Não existam mais “deuses”, onde cada um defenda o seu, e sim um único sentimento entre a lei divina.
Acredito isso, o dia que o reino dos céus entre em nosso coração, será o dia da volta total do Cristo em nos.
Sobre a trajetória, no Peru, ainda novo organizei duas casas Espiritas. No Brasil, em Salvador, Bahia, estive com Alamar Regis, a frente da Revista Visão Espirita, revista que circulou com 100 exemplares em todas as bancas do Brasil.
Depois foi criador do portal PLENUS.net , que foi o primeiro portal espirita da internet.
Em Brasília, foi convidado por Nestor Masotti, presidente da FEB, para coordenar um setor multimídia. Estive a frente da Revista Espírita em espanhol, revista que era a continuação da revista que Allan Kardec criou, mas voltada para o publico hispânico, circulou em 20 países durante 5 anos. Publiquei alguns livros espíritas como Doutrina Espirita para principiantes, e mais tarde fui o idealizar e coordenar da TV Espirita, TVCEI.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pedras da vida

..abracemos o caminho que o Mestre nos aponta, embora, muitas vezes, sentindo os ombros agoniados, sob a cruz das responsabilidades crescentes.

Não vacilemos, porém.

Associando paciência e ação, brandura e energia – e às vezes mais energia na brandura – sigamos à frente, convencidos de que o Senhor não nos desampara.


Recordemo-lo, sozinho e desfalecente, mas sereno e valoroso e prossigamos, de consciência erguida na paz do dever cumprido.



Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier

Fonte:http://www.oespiritismo.com.br/mensagens/ver.php?id1=527

O óbulo da viúva

Diz o Evangelho que estando Jesus no templo, diante do gazofilácio, fez observação aos discípulos mostrando que os que depositavam grandes somas doavam menos que a viúva que dava a única moeda que possuía.

Essa advertência é bastante importante, porque é comum darmos nada porque não podemos dar muito. De que serve um simples pão que eu ofereça, diante da enorme fome do mundo, indagamos muitas vezes?

Para entender a importância desse pão, lembremos Madre Teresa, a benfeitora de Calcutá, que afirmou certa vez que seu trabalho não passava de uma gota no oceano. Completou, no entanto, que sem essa gota o oceano seria menor. Madre Teresa jamais foi vaidosa do seu trabalho, mas também aproveitava para ensinar sempre que tinha oportunidade.

O mesmo dizemos do pequeno pão. Não acabará com a miséria do mundo, mas, pelo menos nesse dia, uma criança passará menos fome.

Quando observamos o movimento espírita percebemos que poucas pessoas dão o óbolo da viúva. Sentem-se incompetentes para os grandes trabalhos, com medo da responsabilidade e sem disposição para o estudo e preparo para a tarefa e, por isso, ficam de braços cruzados. Sem poder executar trabalhos que julgam relevantes não se dispõem a realizar os serviços modestos.

O óbolo da viúva não precisa ser necessariamente a oferenda material. O abraço carinhoso, a palavra de estímulo, a oferta do ombro para o alívio do outro, a prece silenciosa em favor do que sofre, o auxílio ao velho que vai atravessar a rua, a educação no trânsito e o uso rotineiro do faz favor, obrigado, dá licença, desculpe.

O que dificulta o entendimento do Evangelho trazido por Jesus é o nosso exagerado apego ao mundo material, a ponto de esquecermos o significado espiritual das orientações.

Quando fazemos uma compra, se faltar um real não conseguimos pagá-la. Essa ninharia que damos sem ter convicção da sua utilidade é a migalha que falta para completar um conjunto maior. Quando tomamos um remédio, se em vez de dez gotas tomarmos nove ou oito ou sete, o remédio não fará efeito. Uma máquina para pela quebra de um minúsculo parafuso ou de um componente eletrônico imperceptível.

Temos de nos convencer que não há inutilidade e que ninguém é sem valor. Todos temos nossa parte na sociedade e, por menor que pareça, sempre é algo relevante. O soldado não tem a importância hierárquica do capitão, mas é ele que enfrenta o delinquente e corre risco de morte na defesa da população.

Seja qual for a nossa posição na vida podemos praticar algum tipo de caridade: material ou espiritual. Não percamos a oportunidade porque a recompensa é sempre grande; a mil por um.

Que Deus nos ajude!

Octávio Caúmo Serrano
Fonte:http://www.oclarim.org/site/_pages/ler.php?idartigo=2427

Espiritismo e as doenças

Pelo que depreende do estudo do Espiritismo, as doenças nascem do Espírito. Os maiores causadores de doenças são a raiva, a mágoa, as frustrações, o rancor, a inveja, o sentimento de culpa. São esses sentimentos que provocam as doenças do corpo físico.
Todos os dias os jornais divulgam novas pesquisas sobre os benefícios ou malefícios de determinados alimentos em nossa saúde. Também tem sido muito difundida a recomendação da prática de exercícios físicos para a manutenção e melhora de nossa saúde física e emocional.
Assim como muitas pessoas, tenho cuidados com a alimentação e pratico exercícios físicos regularmente. Desde que sem exageros, sabemos que esses hábitos só têm a contribuir para o nosso bem-estar.
O que é bem menos divulgado é que, do mesmo modo que somos responsáveis pela saúde, também somos responsáveis pelas doenças. As doenças nascem não só do descuido com o corpo, mas principalmente do descuido com as nossas emoções.
Os maiores causadores de doenças são a raiva, a mágoa, as frustrações, o rancor, a inveja, o sentimento de culpa. São esses sentimentos que provocam as doenças do corpo físico. As emoções atingem imediatamente o corpo físico, que serve como um dreno por onde escoam essas energias negativas. Só que muitas não escoam, não fluem, ficam presas ao corpo físico e se manifestam em algum órgão em forma de doença.
Todas as doenças se originam do espírito. O que não tem origem nesta vida tem origem em reencarnações passadas. Muitas pessoas não aceitam este fato, ou só o aceitam parcialmente. Mas não há como fugir a essa constatação. O corpo físico é apenas reflexo do corpo astral (ou perispírito). Tudo o que está registrado em nosso corpo astral se manifesta em nosso corpo físico.
Você conhece pessoas que são viciadas em doenças. Falam de suas doenças com carinho, com uma espécie de orgulho. No ambiente de trabalho, em casa, na fila do banco, em qualquer lugar é possível ver pessoas competindo para ver que é mais doente. Trocam informações, nomes de remédios, não omitem nenhum detalhe de seus sintomas e dores.
A doença é o modo que muitas pessoas carentes de afeto acham para chamar a atenção. Quanto mais detalhes mórbidos, mais atenção despertam. É um modo de serem ouvidas, consideradas. Se apaixonam pelas próprias doenças. Quando você encontra alguém assim, a primeira coisa que ela faz é lhe passar o relatório completo de suas doenças. Onde dói, como dói, o que ela tomou, o que o médico disse, o que o outro médico disse.
Se algumas dessas pessoas ficassem curadas de repente, perderiam o sentido da vida. Claro que não são todas as pessoas doentes que gostam de suas doenças. Há pessoas que nascem com doenças graves, com limitações físicas que terão que suportar pela vida toda. Outras adquirem qualquer moléstia ou enfermidade no decorrer da vida, e a cura nem sempre está ao seu alcance.
Nem todos se conformam. Muitos se acham injustiçados, acham que a vida está errada e questionam a Justiça Divina. Não aceitam o fato de que são elas mesmas que causaram ou escolheram suas doenças.
Mesmo dentro do Espiritismo há quem ache essa abordagem muito dura. Acham cruel generalizar. Ficam comovidas com casos de doenças graves em crianças ou pessoas sabidamente boas. A dor dessas pessoas dói nelas.
Não sou insensível. Com a popularização das redes sociais, todos os dias nos deparamos com imagens de pessoas que sofrem de doenças terríveis. Mas se aceitamos que somos os responsáveis pelos nossos atos, que colhemos o que plantamos, que nossos males morais foram provocados por nós mesmos e que compete a nós modificá-los, por que seria diferente com os males físicos?
São as nossas emoções que provocam as doenças. A cura também passa pelas nossas emoções. Não estou dizendo que devemos abrir mão da medicina, pelo contrário. Temos que aproveitar os avanços que conquistamos.  Mas a cura, real, verdadeira e definitiva para qualquer mal que atinja o nosso corpo está no controle das nossas emoções. 
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O Dom da Mediunidade

Mediunidade é um dom ?
Fabiana Ganci Fares
(Entrevista concedida à Folha Espírita, maio de 2007)
A FE Editora Jornalística lança, neste mês, o livro O Dom da Mediunidade – Um sentido novo para a vida humana, um novo sentido para a humanidade. Da autora Marlene Nobre, presidente das Associações Médico-Espíritas do Brasil e Internacional, o livro reúne os estudos sobre mediunidade contidos nos 14 livros da coleção de André Luiz. Assim como em A Obsessão e suas MáscarasO Dom da Mediunidade segue a mesma linha, para um dia ser estudado nas universidades. Entre outros, são examinados os fenômenos anímicos e espiríticos: exteriorização da sensibilidade, desdobramento e bicorporeidade, materialização, curas, vidência, audiência, psicografia, psicofonia e psicometria.


Folha Espírita – Qual foi a sua intenção ao escolher o título do livro?
Marlene Nobre – A mediunidade é um dom concedido por Deus a todas as criaturas humanas, como o dom ou a faculdade de respirar. Conforme instrução do mentor Alexandre, no livro de André Luiz Missionários da Luz, pela psicografia de Chico Xavier, esse dom significa um sentido novo da criatura humana, expresso através da atividade da glândula pineal. Por sua vez, esse sentido novo, que é a mediunidade, dá um novo significado à existência humana, uma nova perspectiva de evolução para a humanidade.
FE – Como a obra é constituída?
Marlene – O livro é constituído de três partes: Introdução Geral; Fenômenos Anímicos; e Fenômenos Espiríticos: de Efeitos Físicos e Efeitos Intelectuais. Na Introdução Geral, analisamos a definição de mediunidade e seus sintomas, o que é ser médium ostensivo e atuar no sentido mais amplo do termo, o papel da glândula pineal, a importância da aura e do pensamento, e, sobretudo, destacamos o mecanismo da exteriorização da sensibilidade, algo pouco referido, mas que é muito importante nos estudos sobre mediunidade. Procuramos, nas duas outras partes, classificar a mediunidade em dois grandes grupos: o dos Anímicos e o dos Espiríticos, mostrando como é difícil essa tentativa de classificação. Enfim, focalizamos os efeitos físicos e intelectuais desses fenômenos.
FE – Por que reunir, em uma única obra, os textos sobre mediunidade relatados por André Luiz em seus livros?
Marlene – Tal como fiz em A Obsessão e suas Máscaras, reuni aqui tudo quanto estudei sobre mediunidade nos 14 livros de André Luiz. Fiz isso no estudo da obsessão, repeti agora no da mediunidade e continuarei a fazê-lo relativamente a outros temas, dada a importância das revelações contidas nessa extraordinária coleção. Acredito, da mesma forma que Hernani Guimarães Andrade, que um dia ela será estudada nas universidades, daí a necessidade de nos prepararmos, desde já, para isso.
FE – O que é mediunidade? Qual a importância de conhecê-la nos dias de hoje?
Marlene – Mediunidade é o sentido novo concedido ao ser humano que lhe possibilita a ampliação e a perfectibilidade dos sentidos, aumentando a sua capacidade de comunicação e expressão, quer seja com os outros espíritos encarnados ou com os desencarnados. Passados tantos milênios, é preciso que, finalmente, deixemos de lado os tabus e preconceitos e aceitemos a mediunidade como uma faculdade inerente ao ser humano.
FE – De que maneira percebemos atitudes ou comportamentos em nosso dia-a-dia, fora da comunidade espírita, cuja causa, ou razão de ser, é oriunda de uma manifestação espiritual atuando sobre o corpo físico através da mediunidade?
Marlene – Para começar – e não é pouco –, todos os crimes e violências do dia-a-dia são ações perversas planejadas por espíritos encarnados em sintonia com os desencarnados. O ser humano não age isoladamente, mas em condomínio. Através dos pensamentos que cultiva, entra em conluio com desencarnados que pensam e agem como ele. E a ação fica superlativa. Além disso, dou os sintomas da mediunidade no livro. Seria bom verificarmos de que maneira podemos estar sendo instrumentos do bem ou do mal em relação a nós e aos outros.
FE – Mediunidade é doença? Qual a cura para ela?
Marlene – Mediunidade não é doença. O médium não tem possibilidade de se livrar dela, porque a faculdade lhe foi concedida, a seu próprio pedido, antes da encarnação, para favorecer-lhe a evolução espiritual. O que ele precisa é ficar atento ao uso, à aplicação que faz dela. A obsessão, sim, é doença espiritual, porque se trata da mediunidade patológica ou torturada, que deve ser tratada com empenho, paciência e dedicação.
FE – Como perceber se um pensamento ou atitude é nosso ou sugerido por outra inteligência que não a nossa?
Marlene – Na maioria das vezes, não distinguimos se é nosso ou não, principalmente se não temos muita experiência no trato com as questões espirituais, por isso recolhemos as “respostas” dos invisíveis, misturadas ao emaranhado dos nossos próprios pensamentos. No entanto, não há quem não possa distinguir entre a sugestão de uma ação boa ou má. A atitude final cabe à criatura encarnada, porque, afinal de contas, a decisão é sempre do espírito morador. Utilizamos o nosso livre-arbítrio, responderemos, portanto, por nossas ações.
FE – Quando percebemos que o pensamento não é nosso, o que fazer?
Marlene – Se conseguimos distinguir, devemos orar quando o pensamento não é bom, pedindo a Deus pelo espírito equivocado e por nós mesmos para não cairmos na tentação do erro. Quando é bom, devemos agradecer.
FE – Quais são os inconvenientes em nossa vida de uma mediunidade não orientada? E as pessoas de religiões que não aceitam a mediunidade e são médiuns? 
Marlene – Quando a mediunidade não é canalizada no auxílio à humanidade de forma generosa e desinteressada, podem surgir, como fruto da má ou da não utilização, doenças corpóreas e transtornos mentais. Aos que têm outra religião, constitui nosso dever dizer do que se trata, dar o diagnóstico e deixar a decisão por conta deles.
FE – Quais os benefícios em nossa vida de uma mediunidade bem orientada?
Marlene – Tomemos como exemplo o maior médium de todos os tempos – Chico Xavier: os frutos benéficos foram e continuam a ser extraordinários. Não podemos esquecer, todavia, que tudo foi possível graças à sua doação pessoal em abnegação, renúncia e bondade.
FE – De que maneira direcionar a mediunidade de modo a obter esses benefícios?
Marlene – Mediunidade bem direcionada é sinônimo de médium disposto a servir à humanidade de forma gratuita e honesta, dentro do espírito de renúncia e humildade, exemplificado por Jesus. Os benefícios, em geral, são de ordem espiritual, por isso nem sempre os médiuns persistem. Muitos desistem ante as lutas grandes e ásperas que têm de travar no mundo conturbado que habitamos.

Fonte:http://www.amebrasil.org.br/html/entrevista_liv_dom.htm