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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os 38 "milagres" de Jesus na visão espírita

Ivan René Franzolin
O espiritismo adota o conceito da ciência quanto aos fenômenos denominados de milagres, entendendo que eles, simplesmente não existem! A ciência parte da premissa que a natureza obedece a leis naturais; sua função é descobrir essas leis e agir sobre as causas, para fazer que o mesmo fenômeno se reproduza quando for desejado. Quando um determinado fenômeno não se explica com as leis já conhecidas, a ciência segue dois caminhos: considera que houve algum tipo de artifício/mal-entendido ou que é preciso estudar e pesquisar mais sobre o assunto. Em relação as ocorrências contidas nos evangelhos, a ciência tem preferido seguir apenas pelo primeiro caminho.
A ciência espírita, embora também se baseie na existência de leis naturais, difere da ciência oficial, por acreditar que elas atuam sobre a parte espiritual da criação, refletindo na matéria. Difere ainda, de modo fundamental, quando aceita a existência e o uso de um sentido novo conhecido por mediunidade, além dos cinco conhecidos, para aplicar os métodos experimentais necessários ao exame e estudo científico dos fatos.
Para o espiritismo, sendo perfeito Criador — perfeitas são suas leis e naturais os fenômenos da vida. É difícil para nós — os humanos, imaginarmos um sistema perfeito que atenda a todas as necessidades sem apresentar qualquer desvantagem e ainda possa acompanhar a transformação do mundo, trazendo só benefícios e assegurando um bom destino a toda a criação, variando apenas a dimensão temporal.
Paradoxalmente à perfeição absoluta que entendemos o Criador, acabamos pensando que há erros, injustiças, esquecimentos. Acabamos imaginando que precisamos alertar e pedir constantemente a interferência divina em nosso dia-a-dia. Acabamos concluindo que Deus atende aos desejos de uma minoria privilegiada, curando uns, oferecendo uma sobrevida a outros, mas deixando multidões submetidas aos mais diferentes tipos de sofrimento. O espiritismo veio explicar, ou melhor, dar as primeiras explicações sobre a lei de ação e reação que faz repercutir em cada um os seus próprios atos e pensamentos, a lei de cooperação, a lei de sintonia, a lei de progresso, a lei de justiça e outras tantas que apesar de derrubarem nossa crença nos milagres, faz engrandecer ainda mais nossa compreensão de Deus, aumentando nossa confiança, trazendo explicações e consolo em nossos problemas, dando forças para enfrentar as dificuldades, motivando e oferecendo subsídios para a nossa transformação interior rumo à felicidade plena.
Historicamente, o homem sempre necessitou do amparo da dor ou do fenômeno surpreendente, para acreditar em Deus, em si mesmo e nas forças naturais do universo que escapam ao exame dos sentidos comuns. Por isso os milagres tem tido um papel relevante na transformação moral do homem. Todavia, na medida em que os ser cresce e se desenvolve, deixa para trás o período natural de infância e passa a não precisar dos mesmos estímulos para sentir, crer e entender. A doutrina espírita atinge primeiro os seres que almejam mais conhecimentos e anseiam pela depuração de seus sentimentos.
Acima de toda a nova compreensão que hoje temos, os milagres ainda nos encantam, particularmente aqueles ocorridos pela influência do mestre Jesus. É fascinante ler e estudar esses fenômenos, procurando descobrir suas causas, as leis que os regem, sabendo que eles estão disponíveis para todos nós, aguardando nossa capacitação. É fascinante acompanhar o desenrolar dos milagres e procurar desvendar a beleza contida na intenção e nos sentimentos que originam cada um, próprios de um ser evolutivamente muito acima de nós. Precisamos ver o que cada fato extraordinário está tentando nos dizer. Como eles foram produzidos tem uma importância secundária, face ao que eles podem significar e ensinar sobre a natureza espiritual do homem.
O quadro a seguir mostra 38 fenômenos relatados nos quatro evangelhos, ocorridos pela intervenção direta ou indireta de Jesus. Lucas apresenta o maior número: 25, talvez por seu interesse em medicina e João relata apenas 10. A maior parte dos "milagres" trata de curas. Somente dois são relatados nos quatro evangelhos, treze aparecem em três evangelhos, 9 em dois evangelhos e 14 apenas em um evangelho. Confira.

Relação dos 38 "milagres" de Jesus

Fenômenos com a natureza
Mateus
Marcos
Lucas
João
1Multiplicação dos pães14:13-216:30-449:10-176: 1-15
2Tempestade amainada8:23-274:35-418:22-25
3Andar sobre as águas14:22-336:45-526:16-21
4Segunda multiplicação dos pães15:32-398: 1-10
5Dessecação da figueira21:18-2211:12-14
6Pesca surpreendente5: 1-1121: 3-14
7Transformação da água em vinho2: 1-11
8Escuridão no céu27:4515:3323:44
Fenômenos com Jesus
Mateus
Marcos
Lucas
João
1Passa incólume pelos inimigos4:29-308:59
2Transfiguração17: 1- 39: 2- 49:28-30
3Ressurreição28: 1- 716: 1- 824: 1-1220: 1-10
Curas
Mateus
Marcos
Lucas
João
1A sogra de Pedro8:14-151:29-314:38-39
2Um leproso8: 2- 41:40-455:12-16
3Um paralítico9: 1- 82: 1-125:17-26
4A mão atrofiada12: 9-143: 1- 66: 6-11
5A mulher hemorrágica9:20-225:25-348:43-48
6Os cegos de Jericó20:29-3410:46-5218:35-43
7O filho do oficial romano4:46-54
8O criado do centurião8: 5-137: 1-10
9Os dois cegos9;27-31
10O surdo-mudo7:31-37
11O cego de Betsaida8:22-26
12O hidrópico14: 1- 6
13Os dez leprosos17:11-19
14A orelha do servo do Sumo-sacerdote22:50-51
15O enfermo no tanque de Betesda5: 1-18
16O cego de nascença9: 1-41
Exorcismos
Mateus
Marcos
Lucas
João
1O possesso de Gerasa8:28-345: 1-208:26-39
2O possesso de Cafarnaum1:21-284:33-36
3A filha da mulher cananéia15:21-287:24-30
4Maria Madalena16: 98: 2
Exorcismos com cura
Mateus
Marcos
Lucas
João
1O menino mudo e epilético17:14-219:14-299:37-43
2O possesso mudo e cego12:22-23
3O possesso mudo9:32-3411:14
4A mulher encurvada13:10-17

Voltar à vida
Mateus
Marcos
Lucas
João
1A filha de Jairo9:18-265:21-438:40-56
2O filho da viúva de Naim7:11-17
3Lázaro11: 1-44
Fonte:http://www.espirito.org.br/portal/palestras/ivan-franzolim/boa-nova-10.html

Centros de Força


O Mundo de Regeneração

Steven Arthur Pinker, linguista e psicólogo, com doutorado em Psicologia Experimental, e escritor de livros de divulgação científica, foi durante 21 anos professor no Departamento do Cérebro e Ciências Cognitivas do Massachusetts Institute of Technology.
Ele demonstra, com estatísticas, que a humanidade passa por seu mais pacífico período histórico. Nessa visão, o terrorismo islâmico, os massacres em escolas e locais públicos e a criminalidade urbana empalidecem diante da brutalidade sem limites das eras anteriores. Pinker diz que o anjo civilizatório, enfim, aprisionou a maldade inata do homem, e que as estatísticas são imprescindíveis para justificar qualquer argumento científico. Elas são um método válido e seguro de avaliação. “É o que torna a minha tese legítima”.
Afirma ele: “O fato é que, desde 1945, o número de mortos em guerras ou de vítimas de assassinatos e estupros é o menor dos últimos 5.000 anos, quando se leva em conta a relação com o total da população”.
Questionado por que então o mundo se tornou mais pacífico, ele afirma “que uma sucessão de eventos históricos fez com que o lado bom do homem sobressaísse ao violento e animalesco. Todos temos demônios e anjos dentro de nós. O processo civilizatório, com o advento do estado, a institucionalização da Justiça, a difusão e o aprimoramento da cultura, permitiu que os anjos derrotassem os demônios. Foi o que livrou a espécie humana da barbárie”.

Foge do nosso escopo, neste momento, discutir sua afirmativa quanto a existência de “anjos e demônios dentro de nós”, mas vale muito a pena assistir, com legendas, a defesa de suas idéias no endereço eletrônico http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/steven_pinker_on_the_myth_of_violence.html.
Em nome da ciência, e por método científico, Steven Pinker prova que a civilização está muito melhor em comparação com o passado.
A esse respeito, atentemos para O Livro dos Espíritos.
Em sua questão 784 encontramos: “A perversidade do homem é muito grande. Não parece recuar em vez de avançar, pelo menos do ponto de vista moral? – Engano vosso. Observai bem o conjunto e vereis que o homem avança, uma vez que compreende melhor o que é o mal e a cada dia corrige abusos. É preciso o mal chegar a extremos para fazer compreender a necessidade do bem e das reformas.”
Avançar significa progredir, e como o progresso é parte da Lei Natural, o Codificador questionou na questão 779: O homem traz em si o impulso de progredir ou o progresso é apenas fruto de um ensinamento? – O homem se desenvolve naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e do mesmo modo; é assim que os mais avançados ajudam pelo contato social o progresso dos outros.
A resposta acima nos leva à particularidade do desenvolvimento dos espíritos, em função do Livre Arbítrio de cada um, e à “obrigatoriedade” dos que estão em posição superior, qualquer que seja essa posição, espiritual ou material, de socorrer os mais necessitados.
Com relação a dualidade do progresso do espírito, a questão 780 é muito clara: “O progresso moral é sempre acompanhado do intelectual? – É sua conseqüência, mas nem sempre o segue imediatamente”. Desta forma, há uma diversidade de entendimento moral entre os espíritos vinculados ao nosso globo, e a explicação vem pela questão 755, onde Kardec pergunta: “Como se explica existirem, no seio da civilização mais avançada, seres algumas vezes tão cruéis quanto os selvagens? – Exatamente como numa árvore carregada de bons frutos há os que ainda não amadureceram, não atingiram o pleno desenvolvimento. São, se o quiserdes, selvagens que têm da civilização apenas o hábito, lobos extraviados no meio de ovelhas. Espíritos de ordem inferior e muito atrasados podem encarnar em meio a homens avançados na esperança de avançarem; mas, sendo a prova muito pesada, a natureza primitiva os domina”.
O futuro é promissor, e é evidenciado pela questão 756: “A sociedade dos homens de bem estará um dia livre dos malfeitores? – A humanidade progride; esses homens dominados pelo instinto do mal que se acham deslocados entre as pessoas de bem desaparecerão pouco a pouco, como o mau grão é separado do bom depois de selecionado. Então renascerão sob um outro corpo e, como terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Tendes um exemplo disso nas plantas e nos animais que o homem conseguiu aperfeiçoar e nos quais desenvolveu qualidades novas. Pois bem! É somente depois de muitas gerações que o aperfeiçoamento se torna completo. É a imagem das diferentes existências do homem”. E o método utilizado pela Inteligência Suprema é descrito pela questão 783: “O aperfeiçoamento da humanidade segue sempre uma marcha progressiva e lenta? – Há o progresso regular e lento que resulta da força das coisas; mas quando um povo não avança rápido o suficiente a Providência provoca, de tempos em tempos, um abalo físico ou moral que o transforma”.
Como o estágio de regeneração é coisa para o futuro, convém nos inteirarmos a respeito da benção que temos nas mãos, entendendo que a mensagem do Consolador é redentora, conforme esclarece a questão 799: “De que maneira o Espiritismo pode contribuir para o progresso? – Destruindo o materialismo, que é uma das chagas da sociedade, e fazendo os homens compreenderem onde está seu verdadeiro interesse. A vida futura, não estando mais encoberta pela dúvida, fará o homem compreender melhor que pode, desde agora, no presente, preparar seu futuro. Ao destruir os preconceitos de seitas, de castas e de raças, ensina aos homens a grande solidariedade que deve uni-los como irmãos”.
Então, as perguntas que se seguem é: o que estamos fazendo com nossas possibilidades de progresso? Como estamos direcionando nossas conquistas? A quem temos ajudado? O que temos feito pelos nossos inimigos e pelos inimigos da sociedade?
O Senhor Jesus deixou claro que a seara é grande, e por isso há necessidade de muitos trabalhadores, e para que tenhamos o “direito” de viver em um mundo regenerado, será preciso crescer moral e intelectualmente, socorrendo os que se encontram à nossa retaguarda, desenvolvendo e exemplificando a confiança e o otimismo, porque, assim como o Senhor disse que iria nos preparar o lugar, disse também que a cada um sempre é dado segundo suas próprias obras.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro
C. E. Francisco Cândido Xavier – São José do Rio Preto – SP
08.01.2014

Fonte:http://www.kardecriopreto.com.br/o-mundo-de-regeneracao/

domingo, 29 de junho de 2014

Irmão X

Irmão X (Humberto de Campos) 
Humberto de Campos nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886. 
Foi menino pobre. Estudou com esforço e sacrifício. Ficou órfão de pai aos 5 anos de idade. Sua infância foi marcada pela miséria. Em sua "Memórias", ele conta alguns episódios que lhe deixaram sulcos profundos na alma. 
Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram "colunas" em todos os jornais importantes do País. 
Dedicou-se inteiramente à arte de escrever, e por isso eram parcos os recursos financeiros. A certa altura da sua vida, quando minguadas se fizeram as economias, teve a idéia de mudar de estilo. 
Adotando o pseudônimo de Conselheiro XX, escreveu uma crônica chistosa a respeito da figura eminente da época – Medeiros e Albuquerque-, que se tornou assim motivo de riso, da zombaria e da chacota dos cariocas por vários dias. 
O Conselheiro, sibilino e mordaz, feriu fundo o orgulho e a vaidade de Medeiros, colocando na boca do povo os argumentos que todos desejavam assacar contra Albuquerque. O sucesso foi total. 
Tendo feito, por experiência, aquela crônica, de um momento para outro se viu na contingência de manter o estilo e escrever mais, pois seus leitores multiplicaram, chovendo cartas às redações dos jornais, solicitando novas matérias do Conselheiro XX. 
Além de manter o estilo, Humberto se foi aprofundando no mesmo, tornando-se para alguns, na época, quase imortal, saciando o paladar de toda uma mentalidade que desejava mais liberdade de expressão e mais explicitude na abordagem dos problemas humanos e sociais. 
Quando adoeceu, modificou completamente o estilo. Sepultou o Conselheiro XX, e das cinzas, qual Fênix luminosa, nasceu outro Humberto, cheio de piedade, compreensão e entendimento para com as fraquezas e sofrimentos do seu semelhante. 
A alma sofredora do País buscou avidamente Humberto de Campos e dele recebeu consolação e esperança. Eram cartas de dor e desespero que chegavam às suas mãos, pedindo socorro e auxílio. E ele, tocado nas fibras mais sensíveis do coração, a todas respondia, em crônicas, pelos jornais, atingindo milhares de leitores em circunstâncias idênticas de provações e lágrimas. 
Fez-se amado por todo o Brasil, especialmente na Bahia e São Paulo. Seus padecimentos, contudo, aumentavam dia-a-dia. Parcialmente cego e submetendo-se a várias cirurgias, morando em pensão, sem o calor da família, sua vida era, em si mesma, um quadro de dor e sofrimento. Não desesperava, porém, e continuava escrevendo para consolo de muitos corações. 
A 5 de dezembro de 1934, desencarnou. Partiu levando da Terra amargas decepções. Jamais o Maranhão, sua terra natal, o aceitou. Seus conterrâneos chegaram mesmo a hostilizá-lo. 
Três meses apenas de desencarnado, retornou do Além, através do jovem médium Chico Xavier, este, com 24 anos de idade somente, e começou a escrever, sacudindo o País inteiro com suas crônicas de além-túmulo. 
O fato abalou a opinião pública. Os jornais do Rio de Janeiro e outros estados estamparam suas mensagens, despertando a atenção de toda gente. Os jornaleiros gritavam. Extra, extra! Mensagens de Humberto de Campos, depois de morto! E o povo lia com sofreguidão… 
Agripino Grieco e outros críticos literários famosos examinaram atenciosamente a produção de Humberto, agora no Além. E atestaram a autenticidade do estilo. "Só podia ser Humberto de Campos!" – afirmaram eles. 
Começou então uma fase nova para o Espiritismo no Brasil. Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira ganharam notoriedade. Vários livros foram publicados. 
Aconteceu o inesperado. Os familiares de Humberto moveram uma ação judicial contra a FEB, exigindo os direitos autorais do morto! 
Tal foi a celeuma, que o histórico de tudo isto está hoje registrado num livro cujo título é "A Psicografia ante os Tribunais", escrito por Dr. Miguel Timponi. 
A Federação ganhou a causa. Humberto, constrangido, ausentou-se por largo período e, quando retornou a escrever, usou o pseudônimo de Irmão X. 
Nas duas fases do Além, grafou 12 obras pelo médium Chico Xavier. 
"Crônicas de Além-Túmulo", "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", "Boa Nova", "Novas Mensagens", "Luz Acima", "Contos e Apólogos" e outros foram livros que escreveu para deleite de muitas almas. 
Nas primeiras mensagens temos um Humberto bem humano, com características próprias do intelectual do mundo. Logo depois, ele se vai espiritualizando, sutilizando as idéias e expressões, tornando-se então o escritor espiritual predileto de milhares. 
Os que lerem suas obras de antes, e de depois, de morto, poderão constatar a realidade do fenômeno espírita e a autenticidade da mediunidade de Chico Xavier. 
O mesmo estilo, o mesmo estro! 
Fonte: Revista REFLEXÕES Edição n.º 5 – Maio de 1999 – Fernandópolis – SP – Brasil
Fonte:http://bezerrademenezes.wordpress.com/2009/06/23/quem-foi-irmo-x/

Exilados de Capela


Finalidade da Encarnação

132. Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos?

  Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea; nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação. É para executá-la que ele toma um aparelho em cada mundo, em harmonia com a matéria essencial do mesmo, afim de nele cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. E dessa maneira, concorrendo para a obra geral, também progredir.
Comentário de Kardec: A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Mas Deus, na sua sabedoria, quis que eles tivessem, nessa mesma ação, um meio de progredir e de se aproximarem dele. É assim que, por uma lei admirável de sua providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.
 133. Os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem têm necessidade da encarnação?
  Todos são criados simples e ignorantes e se instruem através das lutas e atribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer feliz a uns, sem penas e sem trabalhos, e por conseguinte sem mérito.
 133. a) Mas então de que serve aos Espíritos seguirem o caminho do bem, se isso não os isenta das penas da vida corporal?
  Chegam mais depressa ao alvo. Além disso, as penas da vida sãofreqüentemente a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menosimperfeito ele for, menos tormentos sofrerá. Aquele que não for invejoso, nemciumento, nem avarento ou ambicioso, não passará pelos tormentos que seoriginam desses defeitos.
Fonte:livrodosespiritos.wordpress.com
 

A Visão Espírita sa Cremação