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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Segredo da Juventude

Formoso Anjo da Justiça, na Balança do Tempo, recebia pequena multidão de Espíritos recém-desencarnados na Terra.
Eram todos eles pessoas maduras, em torno das quais o Ministro da Lei deveria emitir um juízo rápido, como introdução a mais ampla análise, assim como um magistrado terreno que, na fase inicial de um processo, pode formular um despacho saneador.
Velhos gotosos e dementados, abatidos e caquéticos, demonstrando evidentes sinais de angústia, congregavam-se ali, guardando os característicos das enfermidades que lhes haviam marcado o corpo.
Muitos choravam à feição de crianças medrosas, outros comprimiam o coração com a destra enrijecida, ao passo que outros muitos se erguiam com imensa dificuldade, arrastando-se, trêmulos...
As sensações da carne ferreteavam-lhes o íntimo, detendo-lhes o ser nas amargas recordações que traziam do mundo.
Conduzidos a exame, sob a custódia de benfeitores abnegados, acusavam essa ou aquela diferença para melhor, recebendo uma folha explicativa para o início das novas tarefas que os aguardavam no plano Espiritual.
Agora, era um psicopata recobrando a lucidez; depois, era um hemiplégico retomando o equilíbrio...
Entretanto, os traços da velhice corpórea perseveravam quase intactos, decerto, longo tempo na vida nova para serem devidamente desintegrados.
Em derradeiro lugar, no entanto, aproximou-se do Anjo pobre velhinha, humilde e triste.
Os cabelos de prata e as rugas que lhe desfiguravam o rosto denunciavam-lhe aproximadamente oitenta anos de luta física.
Trazida, contudo, à grande balança, oh! divina surpresa!... De anotação em anotação, fazia-se mais jovem, até que, abençoada pelo sorriso do Aferidor Angélico, a estranha anciã converteu-se em bela menina e moça, nos vinte anos primaveris.
Toda a assembléia vibrou de felicidade, ante o quadro inesquecível.
Intrigado, abeirei-me de antigo orientador e perguntei pela razão da inesperada metamorfose.
O esclarecido mentor pediu a ficha da celestial criatura, para socorro de minha ignorância, e, na folha branca e leve, pude ler, admirado:



Nome - Leocádia Silva.
Profissão – Educadora.
Existência Terrestre – 701.280 horas.
Aplicação das Horas:
Serviço de auto-assistência para a justa garantia no campo da evolução:

1 – Mocidade Laboriosa............................................................ 175.200
2 – Magistério digno................................................................. 65.700
3 – Alimentação e higiene.......................................................... 43.800
4 – Estudo proveitoso e atividades religiosas................................. 41.900
5 – Repouso necessário ao refazimemento..................................... 109.500

Serviço extra, completamente gratuito, em favor do próximo:

1 – Devotamento aos necessitados............................................... 85.100
2 – Movimentação fraterna em missões de auxílio............................. 32.840
3 – Noites de vigília em solidariedade aos enfermos.......................... 33.000
4 – Conversação sadia no amparo moral genuíno............................. 54.750
5 – Variadas tarefas de caridade moral elucidando e confortando moralmente o próximo................................................... 59.490
Total – Horas..................... 701.280

- Compreendeu? – disse-me o orientador, sorridente.
E, ante o meu insopitável assombro, concluiu:
- Quem dá o seu próprio tempo, a benefício dos outros, não conta tempo na própria, idade no sentido de envelhecer. Leocádia cedeu todas as suas horas disponíveis no socorro aos irmãos do mundo. Os dias não lhe pesam, assim, sobre os ombros da alma...
Meu interlocutor afastou-se, lépido, para felicitar a heroína, e, contemplando, enlevado, o semblante radioso do Mensageiro Sublime que presidia à Grande reunião, compreendi o motivo pelo qual os Anjos do Amor Divino revelam em si a suprema beleza da juventude eterna.

Irmão X (espírito), psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livr: Contos Desta e Doutra Vida

CAUSAS ATUAIS DAS AFLIÇÕES

Como vimos, o espiritismo nos ensina que são de duas origens as causas dos sofrimentos do viver na Terra: umas da vida atual e outras das vidas anteriores, provocadas sempre, porém, por quem sofre as conseqüências.
Assim, podemos deduzir, em tese, que não há vítimas, sofredores inocentes.

Vamos refletir, neste mês e no próximo, sobre as causas atuais das aflições e vamos perceber que grande parte das nossas dificuldades atuais são causadas por nós, em nosso viver cotidiano, reagindo, despreocupadamente, aos acontecimentos e situações, na dependência de como nos sentimos no momento, de como estão nossas emoções e sentimentos. 

Ofendemos pessoas, não fazemos a escolha certa, damos origem a novas situações desagradáveis, porque toda ação gera uma reação, que por sua vez vai gerar outra reação e assim, sucessivamente.

Muitos dos nossos sofrimentos têm origem em nosso egoísmo, que nos impede de ver as necessidades alheias, pensando apenas em nós; em nosso orgulho, que nos coloca em posição superior aos demais, vendo-nos bons e inteligentes e aos outros como ignorantes, indolentes e aproveitadores; em nossa aspereza no trato com os demais, afastando até os que se simpatizam conosco ou nos amam; em nossa intolerância com as faltas alheias, não perdoando nada, sem mesmo percebermos o quanto precisamos do perdão alheio...

Quanto sofrimento evitaríamos se estivéssemos mais preocupados em conhecer-nos, enxergar-nos como realmente somos e, por amor a nós próprios, procurássemos melhorar-nos a cada dia, a cada hora!... 

Passaríamos a ter menos tempo para criticar os outros e os olharíamos como pessoas iguais a nós, com as mesmas necessidades, os mesmos sonhos de paz e felicidade.

Muitos dos sofrimentos poderiam ser evitados se os homens buscassem seu desenvolvimento moral, renovando sentimentos e pensamentos, o que os levaria a agir de forma mais equilibrada e mais sensata. 

Há pessoas que por terem tido uma vida mais fácil pelo dinheiro da família, não aprenderam que é dever de todos trabalhar e vão levando a vida, com os recursos que têm. Esses vão terminando, bens são vendidos para obtenção de dinheiro e, quase que de repente, se vêm com mais idade, sem recursos, com doenças, recorrendo a amigos e conhecidos, que acabam se cansando por que não vêm nelas a vontade de modificar a situação e porque também não têm recursos para sustentar outros, além dos seus. Essas pessoas sofrem muitas necessidades, não conseguem modificar os hábitos caros anteriores, julgam-se vítimas de todos, menos de si mesmas. São vítimas do seu orgulho, da sua vaidade.

Quantos pais, vivendo sós, na velhice ou em casas para idosos, sofrem pela ausência dos filhos, pela indiferença com que são tratados, julgando-os ingratos - e eles o são - culpando, muitas vezes, a Deus pela situação. Todavia, grande parte desses pais não procurou desenvolver nos filhos os sentimentos nobres de piedade, de amor ao próximo, e, muitos deles não foram bons pais.

Não estamos aqui justificando esta atitude dos filhos. A lei divina diz que se deve honrar os pais , pelo simples e grandioso ato de propiciar aos filhos a vida na Terra. Mesmo quando não fazem por eles o que deveriam e poderiam, ainda assim merecem honras, deferência e piedade filial nas necessidades.

Porém, isso não exime os pais das conseqüências do não cumprimento do dever e da missão de cuidar dos filhos, auxiliando seu desenvolvimento intelectual e moral. Recebem, pois, do que plantaram e bom seria se, ao invés de reclamarem, reconhecessem suas falhas e aprendessem com a situação.

Muitos casamentos infelizes têm sua origem nos motivos de sua realização: atração física apenas, interesses sociais, financeiros, " todo mundo casa...", " Ele/ ela vai me fazer feliz" e tantos outros, menos o principal : a afeição, que leva a querer fazer o outro feliz .

Kardec aconselha a todos que sofrem, a interrogar a própria consciência, procurando saber, de verdade, se esse sofrimento não foi provocado, bem na sua origem, por eles mesmos, quando ao invés de agirem de um modo o fizeram de outro não adequado, dando origem à vicissitude atual.

"- Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação." Lamento esse que muitos repetem constantemente, sem, todavia aceitar as conseqüências como realmente frutos de suas ações, sem se sentir culpados porque não têm ainda a vontade de enfrentar os desafios, esperando que outros venham resolver seus problemas e dificuldades.

Fica sempre mais fácil culpar pessoas, ou a vida, ou Deus e, assim vão vivendo e sofrendo até que a dor seja tão intensa que os despertem para o conhecimento de si mesmo, aceitação da luta a ser enfrentada, transformando- se moralmente.

Somos responsáveis por tudo que sentimos, pensamos e fazemos. Quem já se conscientizou desta verdade, não pode mais agir e reagir, aleatoriamente, ao sabor das circunstâncias e das suas imperfeições. 

Necessário o uso do raciocínio em quaisquer situações, para que os sentimentos , pensamentos e ações não tragam efeitos desagradáveis e dolorosos. Para isso é preciso querer modificar-se, no esforço de auto-análise constante e esforço de vivência no dia-a-dia, sem pressa de perfeição, mas perseverantemente.
Leda de Almeida Rezende Ebner
Junho / 2004
 
Fonte:
http://www.cebatuira.org.br/EvangelhoSegundooEspiritismo/evangelhosegundooespiritismojunho04.htm

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A função dos centros de força

Bernardino da Silva Moreira
Começaremos com o centro genésico, conhecido dos teosofistas, como chakra fundamental. (Nas funções concernentes a cada centro, só serão dadas as mais importantes, principalmente as que não sejam objeto de polêmicas, entre os estudiosos do assunto).
Segundo o instrutor Clarêncio, o centro genésico seria o local onde estaria situado “o santuário do sexo”, que teria como função basilar, dentre outras, a de servir “como templo modelar de formas e estímulos.”1
Joana de Ângelis através de Divaldo P. Franco, (o canário da terra chamada Brasil, que com sua oratória brilhante, faz renascer do Cristianismo as verdades consoladoras do Espiritismo), acredita, também, que o centro em destaque, seja o responsável pela reprodução, e gerador de “recursos para o perfeito entrosamento dos seres na construção dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a Humanidade.”2
O centro gástrico “se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização.”3
Joana de Ângelis, observa que além de conduzir os processos digestivos, na assimilação de energias vitalizantes, tem o respectivo centro a função de eliminar os detritos “dos alimentos encarregados da manutenção do corpo.”4
Jorge Andréia em seus estudos sobre a “Energia do Psiquismo”, concluiu que o centro gástrico teria “sob sua custódia a absorção dos alimentos como resultado do trabalho químico do aparelho digestivo, onde as funções hepáticas representariam sua grande manifestação.”5
O centro esplênico “está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos.”6
É também o mencionado centro “que se responsabiliza pelo labor da aparelhagem hemática, controlando o surgimento e morte das hemáceas, volume e atividade, na manutenção da vida.”7
O centro cardíaco é o ostentador das atividades “da emoção e do equilíbrio em geral”8, principalmente “pela aparelhagem circulatória”9, também, “dando orientação aos fenômenos desencadeados nesta área do sistema autônomo (nó de Keit-Flack e His).”10
O centro laríngeo tem como função basilar, a de presidir “aos fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireóides.”11 É também o referido centro o controlador dos fenômenos da respiração.”12
O centro cerebral “ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos.”13 É este centro responsável “pela transformação dos neuroblastos em neurônios”, também, “comandando desde os neurônios às células efetoras.”14
O centro coronário é o veículo de expressão máxima “por ser o mais significativo em razão do seu auto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Este centro recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência. Considerando em nossa exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma.”15
Não citaremos outros autores, devido a concordância existente entre eles e o autor das linhas acima, que acreditamos sintetizar de forma clara e objetiva todas as teorias existentes sobre a questão.

Bibliografia:

1) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
2) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
3) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
4) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
5) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
6) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
7) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
8) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
9) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
10) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
11) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
12) Estudos Espíritas, Joanna de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
13) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127
14) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
15) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127
Fonte:
Bernardino da Silva Moreira
Começaremos com o centro genésico, conhecido dos teosofistas, como chakra fundamental. (Nas funções concernentes a cada centro, só serão dadas as mais importantes, principalmente as que não sejam objeto de polêmicas, entre os estudiosos do assunto).
Segundo o instrutor Clarêncio, o centro genésico seria o local onde estaria situado “o santuário do sexo”, que teria como função basilar, dentre outras, a de servir “como templo modelar de formas e estímulos.”1
Joana de Ângelis através de Divaldo P. Franco, (o canário da terra chamada Brasil, que com sua oratória brilhante, faz renascer do Cristianismo as verdades consoladoras do Espiritismo), acredita, também, que o centro em destaque, seja o responsável pela reprodução, e gerador de “recursos para o perfeito entrosamento dos seres na construção dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a Humanidade.”2
O centro gástrico “se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização.”3
Joana de Ângelis, observa que além de conduzir os processos digestivos, na assimilação de energias vitalizantes, tem o respectivo centro a função de eliminar os detritos “dos alimentos encarregados da manutenção do corpo.”4
Jorge Andréia em seus estudos sobre a “Energia do Psiquismo”, concluiu que o centro gástrico teria “sob sua custódia a absorção dos alimentos como resultado do trabalho químico do aparelho digestivo, onde as funções hepáticas representariam sua grande manifestação.”5
O centro esplênico “está sediado no baço, regulando a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos.”6
É também o mencionado centro “que se responsabiliza pelo labor da aparelhagem hemática, controlando o surgimento e morte das hemáceas, volume e atividade, na manutenção da vida.”7
O centro cardíaco é o ostentador das atividades “da emoção e do equilíbrio em geral”8, principalmente “pela aparelhagem circulatória”9, também, “dando orientação aos fenômenos desencadeados nesta área do sistema autônomo (nó de Keit-Flack e His).”10
O centro laríngeo tem como função basilar, a de presidir “aos fenômenos vocais, inclusive as atividades do timo, da tireóide e das paratireóides.”11 É também o referido centro o controlador dos fenômenos da respiração.”12
O centro cerebral “ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. É no centro cerebral que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos.”13 É este centro responsável “pela transformação dos neuroblastos em neurônios”, também, “comandando desde os neurônios às células efetoras.”14
O centro coronário é o veículo de expressão máxima “por ser o mais significativo em razão do seu auto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Este centro recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência. Considerando em nossa exposição os fenômenos do corpo físico, e satisfazendo aos impositivos de simplicidade em nossas definições, devemos dizer que dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma.”15
Não citaremos outros autores, devido a concordância existente entre eles e o autor das linhas acima, que acreditamos sintetizar de forma clara e objetiva todas as teorias existentes sobre a questão.

Bibliografia:

1) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
2) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
3) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
4) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
5) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
6) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
7) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
8) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
9) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
10) Energética do Psiquismo, Jorge Andréia, Editora Caminho da Libertação, 2ª edição, 1976, pág. 103
11) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 128
12) Estudos Espíritas, Joanna de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
13) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127
14) Estudos Espíritas, Joana de Ângelis, FEB, 2ª edição, 1982, pág. 43
15) Entre a Terra e o Céu, André Luiz, FEB, 2ª edição, 1978, pág. 127
Fonte: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/bernardino/a-funcao-dos-centros.html

Transe, animismo e mediunismo - Pedro da Fonseca Vieira


“(...) Um Espírito, que não o do médium, pode ser de ordem inferior à deste e, então, falar menos sensatamente” (O Livro dos Médiuns, Parte II, item 223-5).
O termo animismo não é novo, sempre permeia discussões de estudos mediúnicos nos Centros Espíritas – mas o que é o animismo? É um mal que deve ser combatido – como se ouve vez por outra? Pode ser desenvolvido e ser colocado a serviço do bem? Pode ajudar no exercício mediúnico?
Animismo é a denominação geral de todos os fenômenos psíquicos que têm por origem a alma, ou seja, o Espírito encarnado (vide O Livro dos Espíritos, questão 134), agente desses fenômenos. Mediunismo, por outro lado, é a designação geral de todos os fenômenos psíquicos que têm por origem outros Espíritos (encarnados ou desencarnados) e que se tornam perceptíveis pela ação de um médium, pessoa que atua como “meio ou intermediário entre os Espíritos e os homens” (vide O Livro dos Espíritos, introdução IV). Exemplos de fenômenos tipicamente anímicos são a psicometria (percepção de fatos a partir de objetos), a leitura de pensamentos, a pirogenia (combustão espontânea), a emancipação da alma e a clarividência. Por outro lado, podemos citar outros tipicamente mediúnicos como: a psicografia, a psicofonia, a possessão (ou incorporação), a pneumatografia (escrita direta), a pneumatofonia (fala direta) e a materialização dos Espíritos.
Existe animismo sem mediunismo? “Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”. Esta citação é de O Livro dos Espíritos, questão 459, a partir da qual entendemos que, de ordinário, não há fenômeno anímico que não tenha a participação efetiva dos desencarnados, o que equivale a dizer que o animismo puro é uma situação excepcional.
E mediunismo sem animismo, é possível? “Dessas explicações resulta, ao que parece, que o Espírito do médium nunca é completamente passivo? É passivo, quando não mistura suas próprias idéias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário (...)”. Essa colocação é vista em O Livro dos Médiuns, Parte II, Capítulo XIX, item 223-10. Por ela podemos compreender que não há fenômeno mediúnico, seja de que natureza for, que não tenha a participação, mais ou menos forte, do médium, o que, analogamente, significa que o mediunismo puro também é uma abstração. Em suma, o que existem são fenômenos predominantemente mediúnicos ou predominantemente anímicos.
Essa dificuldade de isolar os dois conceitos foi a justificativa dada por pesquisadores para o uso do termo medianimismo, ou medianimidade, tal qual foi citado por Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, Parte II, Capítulo XXXII como sinônimo de mediunidade, mas “no sentido restrito”, ou seja, poderíamos dizer, no sentido prático do fenômeno mediúnico, mostrando que esta nunca está desvinculada do animismo.
Em todos os acontecimentos medianímicos, indistintamente, o médium/anímico entra num estado especial citado pelos Espíritos em O Livro dos Médiuns, Parte II, Capítulo XIX, item 223: “No momento em que exerce a sua faculdade, está o médium em estado perfeitamente normal?” “Está, às vezes, num estado, mais ou menos acentuado, de crise”. Por conta da acepção negativa do termo “crise”, modernamente, sem perda de significado, adotou-se o termo “transe”, muito embora ainda pouco estudado. É, por definição, um movimento anímico, ou seja, um estado pertinente ao próprio Espírito encarnado, e constitui a base fundamental de todos os fenômenos psíquicos. Seu estudo e conhecimento seriam de importância capital para a melhora das práticas medianímicas no Centro Espírita. Sem buscar esgotar o assunto, vamos tratar de algumas de suas características.
Podemos entender o transe como uma série de alterações físicas (principalmente nervosas) e perispirituais que permitem certo grau de emancipação da alma. Essa fase, eminentemente anímica, antecede e predispõe o sensitivo a toda uma gama de fenômenos psíquicos que dela dependem, sejam estes anímicos ou mediúnicos. Uma descrição desse processo foi dada pelo Espírito Erasto em O Livro dos Médiuns com respeito aos médiuns de efeitos físicos: “Quem deseja obter fenômeno desta ordem precisa ter consigo médiuns a que chamarei sensitivos, isto é, dotados, no mais alto grau, das faculdades mediúnicas de expansão e de penetrabilidade, porque o sistema nervoso facilmente excitável de tais médiuns lhes permite, por meio de certas vibrações, projetar abundantemente, em torno de si, o fluido animalizado que lhes é próprio”.
O transe tem diferentes graus de profundidade, o que pode ser facilmente verificado pelos níveis de consciência física que o médium/anímico mantém durante a comunicação/percepção. Em O Livro dos Médiuns, Parte II, Capítulo XV, vemos três níveis de consciência que, podemos dizer, correspondem a três níveis de transe. O superficial distingue-se pouco do estado normal e corresponde à mediunidade intuitiva. O intermediário ou mediano permite que o Espírito que se comunica traga algumas de suas características com a contrapartida da perda parcial de consciência por parte do médium, correspondendo à mediunidade semi-consciente, ou semi-mecânica no caso específico da psicografia. O nível profundo de transe – mais raro hoje em dia – viabiliza uma percepção quase completa de anulação da personalidade do médium e da presença do comunicante, o que verificamos pela mudança de letra na psicografia, da voz na psicofonia, dos gestos na possessão (ou incorporação), permitindo, por exemplo, a passagem de detalhes e datas, bem como comunicação por meio de línguas estranhas ao médium. Observamos, também, no nível mais profundo, a perda total de consciência física por parte do médium, correspondendo à mediunidade inconsciente, sonambúlica ou mecânica.
A origem do transe pode ser também variada, podendo este ser provocado ou natural. Dizemos que o transe é provocado quando a causa principal de seu acontecimento não reside na própria alma – por exemplo, por efeito de ação magnética, de ação de Espíritos desencarnados ou do uso de algumas drogas (neste último caso, desequilibrado, imperfeito, perigoso e inútil em função do entorpecimento gerado). Natural quando nasce da concentração do Espírito encarnado numa direção bem definida, em atitudes naturais da vida, ou sob seu direto controle. Recomendamos fortemente o estudo detido da obra: “Transe e mediunidade” para maiores esclarecimentos (ver recomendações bibliográficas ao fim).
Será que animismo e mediunismo podem andar de mãos dadas? Dia 01/10/2005, no Centro Espírita Cristófilos, no Rio de Janeiro, o Espírito Ayres de Oliveira nos trouxe essa reflexão, situando o movimento anímico como importante para a qualidade da prática mediúnica: “É de fundamental importância que compreendam, de forma correta, as fases por que passam todos vocês em uma reunião como essa. Podemos dividi-las em três: preparação, busca e vibração. (...) A próxima fase é a da busca, ou a fase predominantemente anímica, é aquela que deve ser melhor desenvolvida ainda se quisermos dar maior ganho à reunião. O foco da maioria dos problemas que se observa nos médiuns está nesta fase. Este momento é o do movimento da alma do médium encarnado. Ele, na hora que um nome é chamado, deve fazer um movimento de ir buscar, no Plano Espiritual, as causas e as circunstâncias que envolvem a pessoa que foi chamada. (...) Com esse movimento anímico de todos vocês, o canal para que possamos trazer os Espíritos até aqui torna-se muito mais simples e os médiuns tornam-se muito mais preparados para o exercício da sua função”.
A Casa Espírita está preparada para lidar com o animismo? Deveria, mas aparentemente não é esse, infelizmente, o caso geral. Muito se tem ouvido, nos Centros Espíritas, que o animismo é um mal que precisa ser extirpado e as percepções anímicas em suas reuniões condenadas, perdendo-se, assim, não apenas a possibilidade do uso racional do animismo como da melhora do próprio mediunismo. Trabalhos interessantíssimos com o uso das potencialidades anímicas podem ser desenvolvidos e colocados a serviço das pessoas, tais como os citados nas obras “Laudos espíritas da loucura” e “Evocando os Espíritos” (vide recomendações bibliográficas). Por que não fazê-lo? A questão é de suma importância e merece a reflexão de todos nós.
Para aqueles que ainda pensam no animismo como um mal, resta-nos recorrer à obra A Gênese, de Allan Kardec, em seu Capítulo XV, item 2, onde o maior anímico de todos os tempos é apresentado: “Agiria [Jesus] como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.”
Finalmente, para mais esclarecimentos sobre o assunto, são recomendados, em ordem, os títulos a seguir:
1. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, LAKE.
2. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns, LAKE.
3. PALHANO, Lamartine (Jr.). Transe e mediunidade, Lachâtre.
4. AKSAKOF, Alexander. Animismo e Espiritismo (2 volumes), FEB.
5. BOZZANO, Ernesto. Animismo ou Espiritismo?, FEB.
6. PALHANO, Lamartine (Jr.). Laudos espíritas da loucura, Lachâtre.
7. PALHANO, Lamartine (Jr.). Evocando os Espíritos, Lachâtre.
8. SCHUBERT, Suely Caldas. Os poderes da Mente, EBM Editora.
9. DELANNE, Gabriel. A evolução anímica, FEB.
10. BOZZANO, Ernesto. Os enigmas da psicometria, FEB.
11. BACELLI, Carlos A.; FERNANDES, Odilon (Espírito). Mediunidade e Animismo, LEEP.
Fonte:http://www.espiritismo.net/content,0,0,463,0,0.html

AINDA A QUESTÃO DO ANENCÉFALO (Folha Espírita - Dezembro/2004)

Colegas da AME-Brasil (Associação Médico-Espírita do Brasil) têm se surpreendido, tanto quanto eu mesma, com as colocações de confrades, em conversas nas Casas Espíritas, em artigos na internet, ou mesmo em cartas, a favor do aborto do anencéfalo.
Muitos alegam que o feto nessas condições não possui cérebro, sendo óbvio, portanto, que não tenha nenhum espírito ligado a ele. Este argumento, porém, não tem o respaldo da embriologia. Durante a sua formação, o feto anencéfalo pode ter, por distúrbios ou falhas do sistema vascular, a paralisação do desenvolvimento do Sistema Nervoso Central em pontos distintos. Assim, pode ter um único hemisfério cerebral, não ter nenhum, mas, sem dúvida, terá o diencéfalo ou as estruturas reptilianas responsáveis pelas funções primitivas e inconscientes. Tanto é verdade que o anencéfalo tem todas as atividades instintivas básicas preservadas, como o pulsar do coração e a possibilidade de expandir os pulmões, nos movimentos respiratórios normais. Não se pode dizer, portanto, que ele não tem cérebro, nem tampouco que morre ou pára de respirar ao nascer. Há inúmeros anencéfalos que persistem vivos por horas ou dias, após o nascimento, mesmo desconectados do cordão umbilical, justamente porque possuem o cérebro primitivo, responsável pelas funções básicas instintivas.
Perante o anencéfalo é como se estivéssemos diante de uma pessoa adulta em estado de coma profundo: o coração bombeia, os pulmões recebem a carga necessária, os órgãos trabalham, mas ele não tem consciência.
Com o Espiritismo aprendemos que a alma secreta os pensamentos de maneira extra-física e é muito mais importante que o próprio cérebro orgânico, porque o comanda, ainda que precariamente nos casos de lesões graves, sobrevivendo à sua morte. É o que acontece nos vários graus do estado de coma.
Se somos espíritas, a explicação para os fetos anencéfalos é muito mais lógica e racional. Não podemos nos esquecer de que só o Espírito tem capacidade de agregar matéria. Se não tivesse um Espírito no comando, o anencéfalo não poderia formar os seus próprios órgãos - e o fazem a tal ponto que eles são cogitados para transplantes -, não cumpriria o seu metabolismo basal, e não teria preservadas as suas funções vitais.
O Espírito expressa-se através do perispírito ou do corpo espiritual e este, por sua vez, modela o corpo físico. Se há erros ou deficiências na modelagem, isto significa que o Espírito deformou o seu perispírito por problemas cármicos ou faltas cometidas em outras vidas. Assim como podem ocorrer deficiências nos mais variados órgãos, a questão não é diferente em relação ao cérebro.
No caso do anencéfalo, o perispírito está lesado, principalmente, em seu chacra ou centro de força cerebral que é responsável pela percepção (visão, audição, tato etc), pela inteligência (palavra, cultura, arte, saber) e atua no córtex. O Espírito com este tipo de má-formação errou, portanto, na aplicação da inteligência e da percepção.
Os confrades favoráveis ao aborto do anencéfalo alegam que nele não há Espírito destinado à reencarnação conforme explica O Livro dos Espíritos. Aqui, detectamos um erro clássico, não se pode basear unicamente em uma resposta dos Instrutores Espirituais. Levantemos todas as respostas que eles nos dão acerca da formação dos seres humanos e destaquemos as mais importantes para a elucidação deste assunto.
Na questão 344, eles afirmam que a união da alma com o corpo dá-se no momento da concepção; um pouco mais adiante, na de nº 356, advertem que há corpos para os quais nenhum Espírito está destinado, explicando que isto acontece como prova para os pais. E ainda no desdobramento desta questão enfatizam que a criança somente será um ser humano se tiver um espírito encarnado. Se juntarmos todas estas respostas, concluiremos que os corpos para os quais poderíamos afirmar que nenhum espírito estaria destinado seriam os dos fetos teratológicos, monstruosos, que não têm nenhuma aparência humana, nem órgãos em funcionamento. Como vimos, nada disto se aplica ao anencéfalo, porque o espírito comanda, ainda que precariamente, um organismo vivo.
Carma
Há ainda outros equívocos no raciocínio dos que são favoráveis ao aborto. Alguns ponderam que, tendo a mãe ou o casal nascido numa época em que a ciência já pode detectar prematuramente o problema, eles teriam o direito de evitar esse carma, promovendo o aborto. Aqui, a pergunta é inevitável: desde quando se evita o carma ou o sofrimento, provocando a morte de um ser indefeso?
Jamais o aborto aliviará o carma de alguém, muito pelo contrário, somente o agravará. Só haveria um meio de se adiar esse carma, seria pelo impedimento da concepção, porque, quando a vida se manifesta no zigoto, entra em jogo um Poder Superior, que é responsável por ela, e ao qual devemos obediência e respeito.
O raciocínio, portanto, deve ser outro: diante do feto deficiente, é preciso que os pais pensem no grau de comprometimento que têm para com esta alma doente, e nos esforços que devem empreender para ajudá-la a recuperar-se. Também não há nenhuma razão para se invocar direitos que não existem, como o da mãe, o do pai, o da equipe médica ou o do Estado, de provocar o aborto, porque o anencéfalo constitui-se em um organismo humano vivo. Eliminá-lo, portanto, é crime.
A consciência responde-nos, portanto, que a única atitude compatível com a Lei do Amor é a da misericórdia, a da compaixão, para com o feto anencéfalo. 
* Marlene Nobre é presidente das associações médico-espíritas Internacional e do Brasil

Tentações Afetivas

Esta sede insaciável de prazer renovado, leva-te ao desequilíbrio. 
Essa busca irrefreável de afeto que te plenifique, conduz-te ao abismo da loucura. 
Tal ansiedade por encontrar quem te compreenda e apóie, oferecendo-te segurança integral, empurra-te para os precipícios dos vícios dissolventes. 
A pressa de encontrar quem esteja disposto a doar-te ternura, afasta os corações que pretendem ajudar-te, porque em faixa afetiva diferente eles se te afeiçoam em espírito, enquanto vibras outra forma de necessidade. 
A insatisfação, face ao muito que desfrutas, gera em ti distúrbio lamentável de comportamento, que ameaça a tua vida. 
O que falta, a qualquer pessoa, é resultado do seu mau uso em oportunidade transata. 
Carência de hoje, foi desperdício de ontem. 
Ninguém há, que se encontre, na Terra, completo e realizado. 
Na área da afetividade, a cada momento defrontamos amores eternos que depois se convertem em pesadelos de ódio e crime. 
Muitas promessas "para toda a vida", às vezes, duram uma emoção desgastante e frustradoras. 
Sorrisos e abraços, júbilos infindos de um momento, tornam-se, sem motivo aparente, carantonhas de rancor, agressões violentas e amarguras sem nome. 
Tudo, no mundo corporal, é transitório, forma de aprendizagem para vivências duradouras, posteriormente. 
Assim, evita sonhar, acalentando esperanças absurdas, nas quais pretendes submeter os outros aos teus caprichos pessoais, que também passarão com rapidez. 
O que agora te parece importante, mais tarde estará em condição secundária. 
Ontem aspiraste determinada conquista que, lograda, hoje não te diz mais nada.
Se desejas o amor de plenitude, canaliza as tuas forças para a caridade, transformando as tuas ansiedades em bem-estar noutros muito mais necessitados do que tu. 
Não desvies a tônica da tua afetividade, colocando sentimentos imediatistas, que te deixarão ressaibos de desgostos e travos de fel. 
A outra, a pessoa que, por enquanto, consideras perfeita e capaz de completar-te, é tão necessitada quanto o és tu. 
Na ilusão, adornas-lhe o caráter, para descobrir, mais tarde, o ledo engano. 
Conserva puro o teu afeto em relação ao próximo e não te facultes sonhos e fantasias. 
Aquilo que mereces e de que necessitas, chegará no seu momento próprio. 
Reencarnaste para aprender e preparar o futuro, não para fruir e viver em felicidade que ainda não podes desfrutar. 
Cuidado, portanto, com as aspirações-tentações, que se podem converter em sombras na mente e em sofrimentos incontáveis para o coração. 

Afirmou Jesus, que os Seus "discípulos seriam conhecidos por muito se amarem", sem que convertessem esse sentimento-luz em grilhão-treva de paixão. 


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Vigilância.